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Arranques tardios de inversores cortam 1,88 % da produção anual

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Ao nascer do sol, numa central solar de grande escala no oeste de São Paulo, a irradiância já podia permitir a produção de energia, enquanto algumas unidades inversoras — o equipamento que deveria começar a fornecer eletricidade — continuavam paradas. Investigadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) concluíram que os atrasos no arranque dos inversores resultaram em perdas anuais de energia equivalentes a 1,88 % da produção total, depois de analisarem dados operacionais de 2023.

A equipa utilizou o nascer do sol como referência e comparou o comportamento esperado do arranque com os dados de potência ativa em CA (corrente alternada) da central. No local, os atrasos chegaram a até quatro horas após o nascer do sol, mesmo quando os níveis de irradiância eram suficientes para a produção de energia. A abordagem foi concebida para distinguir as perdas de arranque de outras causas, incluindo a indisponibilidade do sistema, a incompatibilidade entre componentes e as condições meteorológicas.

As perdas concentraram-se no início do dia. Mais de 55 % das perdas anuais associadas aos atrasos de arranque ocorreram nos primeiros 90 minutos após o nascer do sol. Também variaram com as estações: a primeira metade do ano representou 68,8 % das perdas registadas no verão e no outono do hemisfério sul. Os oito inversores não tiveram o mesmo comportamento, com perdas mensais entre 0,14 % e 5,02 % da produção de energia de cada inversor.

Concretamente, os operadores poderiam utilizar as horas do nascer do sol e os registos existentes de potência em CA para identificar quais as unidades inversoras que arrancam tarde e, depois, concentrar as intervenções operacionais nas maiores fontes de perda de produção. As medições de irradiância no plano do conjunto, ou POA, só são necessárias para a configuração e a validação, reduzindo a instrumentação necessária para a análise.

O resultado continua a ser um estudo de caso de uma única central, e não uma taxa de perdas universal para as instalações solares. Os investigadores da Unicamp afirmaram que o valor de 1,88 % é comparável às perdas normalmente consideradas nas avaliações do desempenho e da disponibilidade fotovoltaicos e que a sua metodologia pode ser aplicada a centrais de grande escala utilizando dados operacionais existentes.

1,88 %Produção anual perdida devido ao arranque tardio dos inversores na central estudada

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

pv magazineEN
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