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Gravações de voz detetam diabetes tipo 2 em novo estudo

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Infografia gerada: 71.3% — Gravações de voz detetam diabetes tipo 2 em novo estudo
Ilustração gerada por IA

Peça a alguém que leia uma pequena frase em inglês para um telemóvel, e a gravação contém mais do que palavras. Na Klick Labs, a equipa por trás de um novo estudo publicado no IEEE Journal of Biomedical and Health Informatics transformou essas gravações em mapas visuais das frequências do som, chamados espectrogramas, e deixou um modelo procurar neles padrões que ninguém tinha identificado. O modelo trabalhou com 14 759 gravações de voz de 461 adultos e conseguiu identificar a diabetes tipo 2 apenas a partir da voz.

A versão de 2023 deste trabalho baseava-se numa lista escolhida previamente. O estudo anterior da Klick, publicado na Mayo Clinic Proceedings: Digital Health, utilizava gravações fixas de uma única frase, combinadas com a idade e o índice de massa corporal, e identificava 14 características acústicas predefinidas, incluindo a altura tonal, a intensidade, o shimmer e o jitter. Desta vez, os espectrogramas foram entregues a um Audio Spectrogram Transformer, um modelo que aprende combinações de padrões acústicos diretamente das gravações. «Agora, podemos literalmente ver muitas mais pistas relacionadas com a diabetes nos biomarcadores vocais», afirmou Yan Fossat, vice-presidente sénior de I&D em saúde digital da Klick Applied Sciences e investigador principal do estudo. «Alargámos a análise para além do shimmer, do jitter e de outras características vocais predefinidas.»

Os resultados são apresentados separadamente para mulheres e homens: exatidão equilibrada de 71,3 % nas mulheres e de 72,4 % nos homens, com valores de AUC de 0,788 e 0,779. A exatidão equilibrada corresponde à média entre a sensibilidade e a especificidade, pelo que as pessoas com e sem a doença têm o mesmo peso. O estudo de 2023 apresentava outra medida: a exatidão convencional, ou seja, a proporção de todas as previsões que estavam corretas, de 89 % nas mulheres e 86 % nos homens. Os autores afirmam que a diferença reflete entradas, métodos, abordagens de validação e conjuntos de dados distintos, e que não significa que os novos modelos sejam mais exatos. Os dois conjuntos de valores não devem ser comparados diretamente.

Trata-se de resultados de investigação da equipa que construiu o modelo. O estudo não refere nenhuma ferramenta clínica em uso com doentes, e os valores ainda têm de ser confirmados em novos grupos de pessoas e com novas gravações antes de poderem ser utilizados. A reportagem não indica quando, nem se, esta abordagem chegará a uma consulta.

Se se confirmar, o interesse é prático: um rastreio que funciona num telemóvel, com alguns segundos de fala e sem recolha de sangue. Por agora, os beneficiários são sobretudo os investigadores, que dispõem de uma forma mais rica de estudar a voz. O próximo teste já está agendado: em junho de 2026, a Klick Labs anunciou uma série de estudos com a Mayo Clinic, na Florida, sobre novos biomarcadores vocais associados a várias doenças crónicas e condições de saúde graves.

71,3 %Exatidão equilibrada nas mulheres, apenas a partir de gravações de voz

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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