Hummink apresenta Bird para reparar ecrãs, testado na Coreia

Na feira Semicon Europa, em Munique, de 10 a 13 de novembro, a deeptech francesa Hummink vai mostrar pela primeira vez o Bird, o seu módulo industrial. A empresa compara-se a si própria a um «microcirurgião» do semicondutor. A feira realiza-se ao mesmo tempo que a electronica, e a apresentação é anunciada pelo L'Usine Nouvelle.
Um ecrã pode perder um píxel porque um elétrodo está cortado, porque uma interconexão está aberta ou porque um circuito de comando avaria. Estes defeitos localizados são reparáveis, segundo a Hummink, com ferramentas de impressão aditiva de precisão, ou seja, ferramentas que acrescentam material em vez de o retirar. O custo do problema é elevado: segundo a TechFundingNews, até 30 % da produção de ecrãs OLED, estes ecrãs de díodos orgânicos emissores de luz, é descartada todos os anos, o que representa cerca de 16 mil milhões de euros de perdas.
A tecnologia da Hummink chama-se impressão capilar de alta precisão, designada pela sigla HPCAP. O seu primeiro sistema, o demonstrador NAZCA, já está instalado em laboratórios de investigação de primeira linha, segundo a TechFundingNews. Serve para detetar e reparar defeitos à escala submicrónica, ou seja, abaixo do micrómetro. O Bird é apresentado como um módulo destinado à indústria.
A Hummink foi fundada em 2020 como spin-off da École normale supérieure - PSL e do CNRS, em Paris. Tem representantes na Coreia do Sul, nos Estados Unidos, em Taiwan, no Japão e na Europa, segundo a sua apresentação no site da Semicon. A sua ronda de financiamento de 15 milhões de euros, anunciada a 17 de novembro de 2025, foi co-liderada pelo KBC Focus Fund, pela Cap Horn e pela Bpifrance. Deverá servir para desenvolver o módulo industrial e preparar a sua integração na fabrico de semicondutores.
Os fabricantes de ecrãs e de chips são os primeiros interessados, uma vez que cada defeito reparado evita uma peça descartada. Não é indicado qualquer calendário de implementação nem preço. O que está datado é a feira de novembro de 2026 e o objetivo de integração financiado pela ronda de investimento.
Os excertos disponíveis do L'Usine Nouvelle não detalham os ensaios realizados na Coreia do Sul, mencionados no título. Não são precisadas nem a sua duração nem os seus resultados. O que o Bird dará em produção continua por demonstrar.
Fontes — ler os originais(hora de Paris)
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