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Il suffit de 22 minutes à la Volkswagen ID.3 Neo 58 kWh pour passer de 10 à 80 % de charge sur une borne rapide, selon les mesures du magazine Automobile Propre. Le chiffre paraît banal, il ne l'est pas pour une voiture dont la fiche technique annonçait, quelques années plus tôt, un bien moins bon résultat. Pour comprendre ce qui a changé, il faut regarder la courbe, pas seulement la durée.
Bastam 22 minutos à Volkswagen ID.3 Neo 58 kWh para passar de 10 a 80 % de carga num carregador rápido, segundo as medições da revista Automobile Propre. O número parece banal, mas não o é para um carro cuja ficha técnica anunciava, alguns anos antes, um resultado bem pior. Para perceber o que mudou, é preciso olhar para a curva, não apenas para a duração.
Lancée en 2019, la ID.3 arrive en fin de carrière. Elle reçoit pourtant un troisième restylage, le plus important de sa vie, avec une nouvelle chaîne de traction. Sur la version 58 kWh, une machine électrique de 140 kW (190 ch) pour 350 Nm de couple, nom de code APP350, s'accompagne d'une batterie LFP (lithium fer phosphate). L'ancienne version, en NMC, promettait 120 kW pour un 10-80 % en 32 minutes, puis 165 kW et 24 minutes après une mise à jour. La nouvelle est annoncée à 105 kW pour 26 minutes : sur le papier, un léger recul.
Lançada em 2019, a ID.3 chega ao fim da carreira. No entanto, recebe um terceiro restyling, o mais importante da sua vida, com um novo grupo motopropulsor. Na versão de 58 kWh, um motor elétrico de 140 kW (190 cv) com binário de 350 Nm, nome de código APP350, acompanha uma bateria LFP (fosfato de ferro e lítio). A versão anterior, em NMC, prometia 120 kW para um 10-80 % em 32 minutos, depois 165 kW e 24 minutos após uma atualização. A nova é anunciada com 105 kW para 26 minutos: no papel, um ligeiro recuo.
Le test raconte autre chose. Le pic mesuré atteint 127 kW, et surtout il reste maintenu jusqu'à près de 55 % de charge. C'est cette tenue dans la durée qui fait la différence : la puissance moyenne à la borne monte à 115 kW, contre 76 kW pour la première version. Dans la catégorie des 60 kWh, le magazine n'en trouve aucune au-delà de 95 kW de moyenne, à l'exception de la Mercedes CLA 200, à 151 kW. La batterie se comporte bien aussi aux températures extrêmes : à 41 °C au départ, la voiture accepte la pleine puissance. À 18 °C, elle monte au-delà de 120 kW puis s'effondre, et le 10-80 % dure un peu plus de 25 minutes, à une moyenne de 103 kW. Le froid, donc, reste le point à vérifier.
O ensaio conta outra história. O pico medido atinge 127 kW e, sobretudo, mantém-se até perto de 55 % de carga. É esta manutenção ao longo do tempo que faz a diferença: a potência média no carregador sobe para 115 kW, contra 76 kW na primeira versão. Na categoria dos 60 kWh, a revista não encontra nenhuma com média superior a 95 kW, com exceção do Mercedes CLA 200, com 151 kW. A bateria também se comporta bem nas temperaturas extremas: a 41 °C no início, o carro aceita a potência máxima. A 18 °C, ultrapassa os 120 kW e depois cai a pique, e o 10-80 % dura um pouco mais de 25 minutos, com uma média de 103 kW. O frio, portanto, continua a ser o ponto a verificar.
Pour qui, concrètement ? Pour un conducteur qui fait de longs trajets, le gain se lit en minutes d'arrêt. Sur un parcours autoroutier de 500 km, le magazine relève 4 h 53 de trajet total, avec 25 minutes d'immobilisation, là où le planificateur de bord en annonçait 42. La voiture récupère 245 km d'autonomie en 30 minutes. Côté budget, une recharge à domicile en courant alternatif, à 0,20 €/kWh, revient à 3,3 €/100 km en trajet mixte, contre 9,5 €/100 km sur borne rapide à 0,60 €/kWh. Le magazine ne dit pas à quelle date ces conditions s'appliqueront à tous les acheteurs : il ne mesure que ce véhicule-là, un jour donné.
E, concretamente, para quem? Para um condutor que faz longas viagens, o ganho mede-se em minutos de paragem. Numa rota de autoestrada de 500 km, a revista regista 4 h 53 de viagem total, com 25 minutos de imobilização, quando o planeador de bordo anunciava 42. O carro recupera 245 km de autonomia em 30 minutos. Do lado do orçamento, um carregamento em casa em corrente alternada, a 0,20 €/kWh, custa 3,3 €/100 km em percurso misto, contra 9,5 €/100 km num carregador rápido a 0,60 €/kWh. A revista não diz a partir de que data estas condições se aplicarão a todos os compradores: mede apenas este veículo, num dia determinado.