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In Orbit troca reentrada por IA para satélites; voo em T1 2027

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Ilustração gerada para «In Orbit troca reentrada por IA para satélites; voo em T1 2027»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Em terra, um operador de satélites acompanha hoje a telemetria, o fluxo de números em bruto que uma nave envia para casa, e decide o que fazer. A In Orbit Aerospace quer que a nave tome ela própria muitas dessas decisões. A startup de Torrance, na Califórnia, afirma que a sua IA de bordo pode conduzir as operações de uma nave sem esperar pelo controlo em terra, e está agora a conseguir financiamento público para o provar.

A mudança de rumo começou com uma viagem de regresso que não correu bem. A In Orbit foi fundada em 2020 como empresa de logística no espaço que construía veículos de reentrada. Os seus cofundadores concluíram que o mercado de trazer coisas de volta da órbita já tinha jogadores suficientes. «Chegámos apenas um pouco tarde», afirmou o CEO Ryan Elliott. A equipa passou então a abordar outro problema da reentrada. Durante a descida, o plasma que envolve o veículo pode bloquear o GPS e as comunicações. Se um dos lados sobreaquecer, ninguém em terra o consegue ver nem reagir a tempo.

A resposta da In Orbit é o INTELLACT, um sistema só de software que utiliza o hardware existente do veículo para monitorizar o estado de saúde da nave, executar manobras e responder a anomalias a bordo. A sua interface de terra assenta em recomendações: indica aos operadores o que a situação significa e o que fazer a seguir, em vez de lhes entregar dados em bruto. O diretor técnico (CTO), Ishaan Patel, descreveu o objetivo como passar de um modelo «in the loop» para um modelo «on the loop», em que «o operador de terra é o arquiteto da missão». O primeiro teste previsto é a missão HyperSTEP da AFRL/NASA no primeiro trimestre de 2027, em modo sombra, o que significa que o sistema observa e aconselha sem assumir o controlo.

A NASA atribuiu à In Orbit um SBIR de Fase I para enxames de naves espaciais. A Força Espacial dos EUA atribuiu um STTR de Fase I da SpaceWERX para constelações em órbita terrestre baixa, através do seu Adaptive and Intelligent Space Challenge, que financia investigação inicial sobre satélites capazes de operar autonomamente em ambientes degradados ou contestados. Cerca de 29 propostas foram selecionadas entre mais de 300 candidaturas este verão, e a da In Orbit foi uma delas. Ambos os contratos assentam no STTR de Fase II de 1,8 milhões de dólares, anterior, que financiou o desenvolvimento do INTELLACT para veículos de reentrada e hipersónicos.

Em concreto, o que muda? Para um operador de satélites, a mudança seria na carga de trabalho: uma única equipa de terra poderia supervisionar mais naves, porque as respostas de rotina e o tratamento de anomalias passariam a começar a bordo, e os operadores receberiam uma lista curta de opções em vez de um fluxo de números. O argumento de Patel é que as constelações cresceram demasiado para que as equipas de terra acompanhem cada veículo. Os limites são igualmente concretos. O INTELLACT ainda não voou, a empresa diz que poderá angariar mais capital de risco dentro de seis meses, e só chegou até agora à fase de abordar clientes comerciais. O primeiro teste previsto, em modo sombra, vai verificar se as suas recomendações se confirmam antes de o software receber qualquer controlo.

~29propostas selecionadas entre mais de 300 candidaturas ao Adaptive and Intelligent Space Challenge da Força Espacial dos EUA

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

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