Qubits lógicos da Quantinuum ganham mais de 10 vezes por escalão

Os computadores quânticos são construídos a partir de qubits físicos, que são frágeis: cometem erros. Para executar algoritmos complicados, vários deles têm de ser ligados num único qubit lógico, uma unidade capaz de detetar e corrigir erros entre os seus membros. O compromisso é simples de enunciar e difícil de superar. Mais qubits físicos por qubit lógico dão mais oportunidades de apanhar erros, mas também mais pontos onde os erros podem começar. Abaixo de uma certa taxa de erro, aumentar o qubit lógico ajuda. Acima dela, aumentá-lo piora as coisas.
Os investigadores chamam a esse cruzamento ponto de equilíbrio (breakeven). Várias empresas já construíram hardware cuja taxa de erro é suficientemente baixa para o ultrapassar. Os ganhos, contudo, têm sido modestos. Baixar as taxas de erro até aos níveis de que os algoritmos complexos vão precisar significaria acrescentar a cada qubit lógico um número de qubits físicos que a reportagem descreve como totalmente impraticável.
Na segunda-feira, a Quantinuum anunciou que a sua geração atual de hardware pode continuar a escalar bem para lá do ponto de equilíbrio. A cada aumento do tamanho dos seus qubits lógicos, algumas medidas do seu desempenho melhoraram por um fator superior a 10. O número diz respeito a algumas dessas medidas, e não a todas, e provém do próprio anúncio da empresa.
Para as equipas que visam algoritmos que exigem taxas de erro muito baixas, a questão deixa de ser se a escalagem ajuda e passa a ser até onde é possível levar esta geração. O anúncio não indica qualquer data para máquinas construídas com ela, nem qualquer preço.
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