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Berkeley abre impressora 3D volumétrica; peças custam 1 638 dólares

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Ilustração gerada para «Berkeley abre impressora 3D volumétrica; peças custam 1 638 dólares»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Uma réplica de O Pensador, de Rodin, pode agora ganhar forma em 90 segundos, sem camadas, sem estruturas de suporte e sem cabeça de impressão em movimento. Essa é a peça de referência do artigo científico sobre o OpenCAL, e a impressora está agora disponível para quem quiser construir uma. A Universidade da Califórnia em Berkeley lançou o OpenCAL como uma impressora 3D volumétrica para montar em casa, com software livre, desenhos públicos e uma receita de resina publicada.

O método por detrás dela é invulgar. Um projetor dispara uma sequência de padrões de luz calculados e em rápida mudança para dentro de um frasco rotativo com resina, e a resina solidifica onde a dose total de luz ultrapassa um limiar. O software funciona como uma TAC ao contrário: onde um aparelho médico reconstrói uma imagem a partir de projeções de raios X, o software calcula as projeções necessárias para reconstruir um objeto físico feito de luz. O objeto inteiro forma-se de uma só vez, em um a dois minutos, em vez de ser empilhado camada a camada. Taylor Waddell liderou o projeto, que demorou dois anos e envolveu mais de 40 colaboradores, a maioria estudantes da Berkeley.

O obstáculo estava na química. Até agora, quem quisesse construir uma impressora volumétrica em casa tinha de misturar a resina à mão, a partir de produtos químicos de laboratório. A Formlabs, fabricante de Somerville, no Massachusetts, de impressoras profissionais de resina, produz agora a formulação de Berkeley à escala industrial, com o nome de OpenCAL Resin, em garrafas de 1 litro. A Prusa Research, fundada em Praga em 2012, vende-a nos Estados Unidos por 119,99 dólares a garrafa e aloja as peças imprimíveis na sua comunidade Printables. O equipamento é publicado ao abrigo da Open Community License da Prusa, que garante o direito de construir, modificar, reparar e partilhar o desenho. A receita continua pública para os laboratórios que preferirem misturar a sua própria resina.

Para um investigador, um entusiasta ou um professor, a mudança é prática. A lista de materiais custa cerca de 1 638 dólares às cotações de junho de 2026, e uma pessoa pode montar a máquina em cinco a seis horas, depois de imprimidas as peças da estrutura. A preparação das impressões é feita no Tomo, uma aplicação gratuita para Windows que transforma um ficheiro de modelo 3D comum numa sequência de impressão, sem necessidade de programação. As escolas podem usar as máquinas em aulas e projetos finais; o MIT, a Purdue, o Lawrence Livermore e o NIST já as têm em funcionamento ou em construção. A Berkeley planeia um workshop de montagem de um dia em fevereiro de 2027.

As limitações são reais. A impressão volumétrica continua a ser um processo de investigação, e não industrial, e os números de custo e velocidade vêm dos criadores e do artigo científico, e não de testes independentes feitos em muitas máquinas. O que a publicação aberta muda é quem pode verificar: um grupo sem acesso a um laboratório CAL pode agora construir uma máquina, modificá-la e divulgar os resultados, e foi assim que as primeiras impressoras de secretária chegaram às bancadas dos amadores.

$1,638Custo aproximado das peças da impressora OpenCAL V2 (preços de junho de 2026)

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

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