Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

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Começa ensaio em humanos de terapia FLASH de protões

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No Roberts Proton Therapy Center da Penn Medicine, em Filadélfia, um sinal indica que o feixe de protões está ativo. A sala acolhe agora um ensaio clínico de fase 1 de terapia de protões ConformalFLASH, uma forma precisa de radiação ultrarrápida que está a ser testada em doentes humanos pela primeira vez nos Estados Unidos. O estudo incluirá 10 doentes com cancro recorrente da cabeça e do pescoço que já receberam radioterapia e não podem ser submetidos a cirurgia.

A diferença prática mede-se em visitas. Um regime típico para estes doentes envolve radioterapia diária durante cinco a seis semanas, normalmente dividida em 25–35 frações, ou doses de tratamento separadas. O protocolo FLASH utilizará cinco tratamentos ao longo de cerca de 10 dias, com cada exposição a durar menos de um segundo; os doentes concluirão as cinco sessões em menos de duas semanas. A dose total efetiva mantém-se igual, mas é administrada em menos doses, de maior dimensão, a uma velocidade muito elevada.

Essa redução do calendário é importante para os doentes com cancro recorrente da cabeça e do pescoço, cujo tratamento por radiação pode afetar zonas que controlam comer, beber e engolir. A repetição da radioterapia pode provocar efeitos secundários potencialmente capazes de alterar a vida dos doentes, além de longas horas passadas em instalações médicas, segundo o investigador principal Alexander Lin. A equipa selecionou este grupo porque o tratamento poderia trazer benefícios para a qualidade de vida, reconhecendo, ao mesmo tempo, que a tecnologia continua a ser testada.

As ferramentas subjacentes estão estabelecidas de forma independente. A terapia de protões utiliza protões de alta energia — átomos com carga positiva — para danificar o ADN das células cancerígenas. O tratamento conformado utiliza imagens de TC ou RM para construir um mapa tridimensional do tumor e direcionar o feixe para os seus limites, limitando tanto quanto possível a exposição dos tecidos saudáveis próximos. O FLASH acrescenta velocidade, utilizando uma dose maior administrada em menos de um segundo. O estudo da Penn em humanos sucede a um ensaio concluído de protões FLASH em cães domésticos, que utilizou a mesma tecnologia para a cabeça e o pescoço. A FDA autorizou a plataforma para este estudo através de uma isenção para dispositivo experimental concedida à IBA, a fabricante e patrocinadora.

Concretamente, a mudança para este grupo restrito de doentes seria um tratamento mais curto: cinco visitas ao longo de cerca de 10 dias, em vez de tratamentos diários durante cinco a seis semanas. Isso poderia significar menos tempo passado em instalações médicas e, potencialmente, menos efeitos secundários nocivos. O ensaio foi concebido para avaliar a viabilidade e os benefícios e limitações da tecnologia, pelo que esses possíveis ganhos ainda terão de ser determinados em doentes humanos.

cinco tratamentos ao longo de cerca de 10 diasCalendário previsto da terapia de protões FLASH

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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