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Em ratinhos, bloquear um sinal limita danos pulmonares da radiação

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Ilustração gerada para «Em ratinhos, bloquear um sinal limita danos pulmonares da radiação»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Um feixe de radiação faz o seu trabalho em minutos, mas os danos que causa nos pulmões saudáveis podem durar anos. No City of Hope, uma equipa de investigadores identificou parte desse dano duradouro a um único sinal imunitário e constatou que desligá-lo em ratinhos protegeu os pulmões de grande parte da lesão.

Os investigadores concentraram-se nas células linfoides inatas, células imunitárias raras que a maioria dos trabalhos sobre radiação não tinha examinado com atenção. Heather McGee, professora auxiliar de oncologia radioterápica e imuno-oncologia, afirmou que o seu grupo foi «o primeiro a demonstrar que a radiação também reprograma» estas células. No seu modelo de ratinhos com lesão pulmonar induzida por radiação, a radiação transformou as células ILC2, protetoras, em células ILC1, que promovem a inflamação que danifica o tecido saudável.

O gatilho foi o interferão-beta, uma proteína de sinalização cujos níveis subiram sob radiação e funcionou como interruptor entre os dois tipos celulares. Testes em ILC humanas mostraram alterações biológicas semelhantes. Quando a equipa perturbou esta via durante a radiação, a inflamação diminuiu, a lesão pulmonar foi limitada e a fibrose reduziu-se nos ratinhos. Jaeho Kim, primeiro autor e investigador de pós-doutoramento, disse que níveis elevados de interferão-beta parecem contribuir para os danos pulmonares durante a radiação.

Estes resultados vêm de ratinhos, não de doentes, e o estudo não refere nenhum medicamento nem ensaio clínico. A equipa afirma que a abordagem tem de provar primeiro a sua eficácia em pessoas. Se o conseguir, os investigadores defendem que poderia proteger os doentes de danos pulmonares a longo prazo, alargar as opções de radiação para pessoas com doenças pulmonares crónicas como a DPOC (doença pulmonar obstrutiva crónica) e permitir radiação mais agressiva quando for necessária.

Para cerca de um em cada cinco doentes que já enfrentam problemas respiratórios duradouros após a radiação, o próximo passo é um ensaio em humanos que mostre se bloquear esta via poupa os pulmões sem enfraquecer o tratamento contra o cancro. O estudo não indica qualquer data para esse ensaio, e é esta a questão decisiva que continua em aberto.

até 20%dos doentes têm dificuldades respiratórias incapacitantes após a radiação danificar o tecido pulmonar saudável

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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