Quarta-feira, 2 de setembro de 2026

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Estudo separa uso de ferramentas do raciocínio físico após AVC

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Surgiu numa fotografia uma ferramenta familiar. O participante tinha de mostrar como era utilizada; noutra parte do teste, tinha de prever como os objetos iriam interagir. Na Universidade Thomas Jefferson, os investigadores descobriram que as duas capacidades podiam dissociar-se entre 11 doentes com AVC no hemisfério esquerdo.

A perturbação é a apraxia dos membros: dificuldade em utilizar ferramentas apesar de um controlo motor e de uma cognição normais. Pode surgir após lesões no hemisfério esquerdo do cérebro, afeta cerca de um quarto dos sobreviventes de AVC e também é observada em doenças como a doença de Alzheimer. O desafio não consiste simplesmente numa falta de força ou de compreensão.

A descoberta põe em causa uma teoria popular segundo a qual saber utilizar um martelo e compreender como os objetos interagem fisicamente constituem uma única capacidade. Um doente sem apraxia utilizou corretamente as ferramentas, mas teve um desempenho fraco quando lhe perguntaram qual de duas bolas era mais pesada depois de uma colisão. Outro doente com apraxia apresentou o padrão oposto. Estes perfis surgiram em apenas dois doentes, mas os investigadores afirmaram que demonstravam que o uso de ferramentas e o raciocínio físico são independentes.

Aaron Wong liderou o trabalho com investigadores do Jefferson Moss Rehabilitation Research Institute. Numa investigação em curso, apresentada no servidor de pré-publicações bioRxiv, a equipa desenvolveu tarefas sem ferramentas que envolviam bolas, rampas e alavancas, e depois deu aos participantes tarefas distintas com ferramentas desconhecidas. Mais uma vez, algumas pessoas tiveram um desempenho melhor numa capacidade do que na outra. A coinvestigadora Laurel Buxbaum afirmou que o uso de ferramentas poderá depender parcialmente da simulação mental de movimentos corporais, ou poderá ser uma capacidade distinta por si só.

Concretamente, o possível benefício destina-se às pessoas com apraxia dos membros, que poderão não ter a mesma dificuldade subjacente: os resultados poderão eventualmente ajudar os investigadores a conceber terapias mais direcionadas, em vez de tratarem o uso de ferramentas e o raciocínio físico como um único problema. Esse benefício continua a ser uma possibilidade. O estudo publicado na Cortex testou 11 doentes com AVC, enquanto as conclusões relacionadas fazem parte de um trabalho em curso apresentado como pré-publicação no bioRxiv, e não constituem um tratamento.

11 doentesDoentes com AVC no hemisfério esquerdo testados no estudo publicado na Cortex

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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