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Painéis solares reanimam campos de arando parados no Massachusetts

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Ilustração gerada para «Painéis solares reanimam campos de arando parados no Massachusetts»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Dois campos de arando do Massachusetts que tinham deixado de compensar financeiramente a sua exploração voltam a produzir bagas, agora sob painéis solares. O projeto Black Cat, em Plymouth, e o projeto Ring Road, em Kingston, combinam a cultura do arando, o solar comunitário e o armazenamento em baterias. O promotor, a Distributed Energy Infrastructure (DEI), afirma que a renda paga pelos terrenos tornou novamente rentável cultivar estes campos há muito parados.

A engenharia foi mais difícil do que num parque solar comum. Os campos de arando assentam em solos turfosos e moles e albergam videiras já estabelecidas que têm de sobreviver à obra, pelo que o equipamento pesado não pode simplesmente entrar. A instalação solar teve de ser adaptada à exploração agrícola. Prateek Tare, cofundador e vice-presidente executivo da DEI, descreveu painéis elevados 10 feet acima do solo, com mais de 18 feet de espaço livre entre as filas para a passagem de máquinas agrícolas, e com inclinações que deixam a luz solar chegar aos campos. O agricultor Iain Ward ajudou a definir estes pormenores e a forma de a obra avançar sem danificar as videiras. Até as mantas de proteção tiveram de mudar: as pretas absorviam demasiado calor, pelo que as equipas usaram brancas.

Tudo isto exigiu tempo. Segundo Tare, a obra durou cerca de oito meses, cerca de o dobro do tempo de um projeto solar convencional comparável. «A equipa da DEI foi extraordinária a compreender e a adaptar a construção solar para que a produção de energia pudesse coexistir sem danos com o sistema de cultivo perene», disse Ward.

O que muda para os agricultores são as contas. O proprietário recebe a renda do terreno cedido para o solar, e Ward é pago para gerir os campos, para além do que ganha com a venda das bagas. Para um produtor cujo campo já não cobria os custos, este segundo rendimento é o que torna sensato replantar, e poderá permitir que terrenos parados voltem a produzir noutros locais com a mesma economia. Os limites são tão importantes como a promessa. O anúncio de outubro da DEI celebra as primeiras colheitas agrovoltaicas de arando, datadas, segundo o relato anterior de Tare, do outono de 2025, mas não apresenta volumes de colheita nem uma comparação de produtividade com campos sem painéis. Dois locais, sem os números das colheitas, são uma primeira prova de conceito, e não ainda um modelo consolidado.

oito mesesDuração da obra nos campos Black Cat e Ring Road, cerca do dobro de um projeto solar convencional

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

ElectrekEN
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