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Plataforma de Colónia reúne dados renais quase em tempo real

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Ilustração gerada para «Plataforma de Colónia reúne dados renais quase em tempo real»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Na maioria dos hospitais, a informação que poderia orientar o tratamento de um doente está dispersa: o ficheiro clínico num sistema, os resultados laboratoriais noutro e, por vezes, os registos de pacientes no computador de um investigador individual. Uma equipa de Colónia criou uma plataforma para reunir essas peças, e a sua primeira demonstração diz respeito a uma doença renal que afeta mais de 7 milhões de pessoas em todo o mundo.

A plataforma chama-se MEDA-PKD, sigla de «MEdical DAta translation service of Polycystic Kidney Disease». Liga o seguimento clínico, os resultados laboratoriais, a imagiologia, a medicação, as informações sobre qualidade de vida e os primeiros dados moleculares sobre novos biomarcadores. Liderado pelo Dr. Roman-Ulrich Müller, do Cluster de Excelência CECAD da Universidade de Colónia e diretor do serviço de nefrologia do Hospital Universitário de Düsseldorf, o trabalho combina dados que, nas palavras do Dr. Philipp Antczak, do Centro de Medicina Molecular de Colónia, muitas vezes permanecem escondidos nos sistemas hospitalares. O objetivo é torná-los utilizáveis quase em tempo real, primeiro para a investigação e, mais tarde, segundo a equipa, para o tratamento de cada doente.

O resultado mais claro diz respeito ao tolvaptan, o único medicamento especificamente autorizado para esta doença. Com base em dados clínicos de rotina, os investigadores afirmam que o tratamento abranda a perda da função renal. Este é o tipo de conclusão para que a plataforma foi concebida: um controlo permanente do desempenho de um tratamento fora de um ensaio. O benefício também se fez sentir nas consultas. Num estudo inicial, sete médicos com experiência classificaram o MEDA-PKD como muito fácil de usar, e o tempo necessário para reunir informação para uma consulta sobre o tolvaptan diminuiu cerca de 72 %. Os doentes podem também consultar eles próprios as estatísticas e análises. Os números provêm da equipa que criou a plataforma, e o estudo envolveu apenas sete médicos, pelo que apontam para um primeiro passo promissor e não para uma medida consolidada.

Para os doentes e para os seus médicos, o ganho imediato é tempo e clareza durante a consulta. A Dra. Sita Arjune, do Hospital Universitário de Colónia, descreve já a sua utilização: «este é o primeiro exemplo prático de uma abordagem que poderá também vir a ser aplicada a outras doenças no futuro». A equipa afirma que a estrutura de base pode ser adaptada a outras doenças renais crónicas, à insuficiência cardíaca, à fibrose quística ou ao cancro. Indica como objetivo a longo prazo um «sistema de saúde que aprende», em que os cuidados do dia a dia geram conhecimento à medida que decorrem. Os investigadores não avançam nenhuma data para uma utilização para além de Colónia e Düsseldorf, nem qualquer calendário para outras doenças.

cerca de 72 %Menos tempo para reunir informação para uma consulta sobre o tolvaptan, estudo inicial com sete médicos

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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