Quinta-feira, 3 de setembro de 2026

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UIC identifica dois alvos para hipertensão pulmonar em ratinhos

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Depois de os ratinhos geneticamente modificados terem sido expostos a ovos de Schistosoma mansoni, investigadores da UIC acompanharam o coração e os pulmões dos animais através de ecografia, microscopia e testes de pressão arterial. A equipa, liderada por Suellen D’Arc dos Santos Oliveira, analisou também amostras obtidas de doentes e identificou duas proteínas como possíveis alvos na hipertensão pulmonar associada à esquistossomose.

A doença começa quando as artérias pulmonares engrossam e restringem o fluxo sanguíneo entre o coração e os pulmões. O ventrículo direito responde batendo com mais força, o que aumenta a pressão nessas artérias. O Schistosoma mansoni infeta os vasos sanguíneos de seres humanos e roedores, deposita ovos no abdómen e pode fazê-los chegar a órgãos como os pulmões. A forma associada afeta mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundo e, atualmente, não tem cura.

O padrão molecular era desequilibrado: o P2X7R estava presente em níveis mais elevados, enquanto o c-IAP2 estava reduzido. O P2X7R pode estimular a inflamação e a morte celular; o c-IAP2 ajuda a prevenir a morte celular. Quando os investigadores bloquearam o P2X7R com azul brilhante G, alguns sinais da doença diminuíram nos ratinhos, sugerindo que a via merece ser estudada mais aprofundadamente como possível alvo terapêutico.

Concretamente, o estudo altera as opções de investigação, e não o tratamento na prática clínica. O P2X7R pode agora ser testado como possível ponto de intervenção, enquanto a perda de c-IAP2 oferece outra pista sobre a forma como a doença se agrava. Se estudos translacionais de maior dimensão confirmarem a descoberta, os alvos poderão contribuir para um diagnóstico mais precoce ou para novas terapias. Para os doentes atuais, o efeito prático imediato é limitado: o trabalho não estabelece um tratamento ou teste de diagnóstico para seres humanos.

Oliveira descreve o resultado como um passo inicial e pretende alargar o trabalho com mais amostras humanas. A equipa multidisciplinar inclui cientistas da Rush University, das universidades federais de São Paulo e do Rio de Janeiro, da Cleveland Clinic Foundation e da Stanford University. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences; as descobertas obtidas em ratinhos ainda precisam de ser testadas em estudos de maior dimensão que envolvam pessoas.

mais de 1 milhão de pessoas em todo o mundoPessoas afetadas pela hipertensão arterial pulmonar associada à esquistossomose em todo o mundo

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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