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Equipa chinesa remove EVA de painéis solares a 9 g/s em laboratório

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Fotografia ilustrativa: 20110504-RD-LSC-0621 - Flickr - USDAgov
Fotografia ilustrativa: U.S. Department of Agriculture · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

Numa plataforma de testes na China, uma cabeça de polimento roda a 1 000 rotações por minuto contra um módulo solar aquecido a 200 °C. A película plástica que mantém o painel unido solta-se em blocos coesos, que podem ser recolhidos, e o silício por baixo fica liso. É este o resultado que a equipa de investigação reporta, e aponta para uma forma de recuperar painéis fora de uso sem os banhos e os fumos dos métodos atuais.

A película é o acetato de etileno-vinilo, conhecido como EVA, um polímero que sela as células de silício entre uma frente de vidro e uma folha posterior. Os recicladores têm normalmente removido-a por aquecimento ou dissolvendo-a em produtos químicos, e a equipa diz que ambas as abordagens libertam emissões tóxicas e geram resíduos químicos. A sua abordagem combina pré-aquecimento com polimento mecânico. Investigadores da Universidade de Aeronáutica e Astronáutica de Nanjing, com parceiros da Universidade de Tecnologia Aplicada de Anhui, da Ycergy (Suzhou) Technology e do Instituto de Inspeção de Wuxi, construíram uma plataforma experimental ajustável para testar o processo em módulos monocristalinos fora de uso.

O procedimento começa pela remoção das molduras de alumínio e das caixas de junção, seguindo-se o aquecimento das folhas posteriores a 250 °C e o seu descolamento com uma espátula, para expor o EVA traseiro. Os módulos seguem então para uma plataforma de polimento CNC de três eixos, com aquecimento por resistência e controlo de força por retorno que mantém a carga constante. A equipa variou a temperatura de pré-aquecimento entre 150 °C e 250 °C, a velocidade da cabeça entre 500 e 4 000 rpm e a folga da ferramenta entre 0 e 0,5 mm, realizando cada teste em triplicado. A sua janela ótima, 200 °C, 1 000 rpm e um desvio de 0,25 mm, deu 9 g/s de eficiência de deslaminação e uma taxa de recuperação de 99%, segundo as medições de massa feitas pelos próprios investigadores.

Os limites são claros. Trata-se de resultados laboratoriais, obtidos num único tipo de módulo, e a afirmação da equipa de que o método funciona em módulos bifaciais e no EVA da face frontal assenta numa validação à escala piloto que ainda não foi publicada de forma independente. As fontes não apresentam custos, nem a capacidade de uma linha industrial completa, nem qualquer parceiro comercial. As conclusões da equipa também não dizem como o EVA recuperado seria reutilizado.

Para os recicladores, o ganho seria um fluxo de EVA limpo e reutilizável, e wafers de silício que mantêm a superfície, em vez de material perdido para o calor ou para solventes. Para o setor solar, é um passo para lidar com os painéis à medida que atingem o fim da vida útil, uma questão que cresce com cada geração instalada. Os investigadores não indicam uma data para a utilização industrial, pelo que, por agora, a mudança continua a ser um resultado de laboratório.

9 g/sTaxa de deslaminação de EVA nas definições ótimas, testes laboratoriais (valor da equipa)

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

pv magazineEN
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