Relatório preliminar da NASA: observações lunares da Artemis II

As naves robóticas estudam a Lua há décadas. No voo de abril, a tripulação da Artemis II trouxe pessoas para o quadro: quatro astronautas a fotografar, descrever e desenhar o que viam. O relatório preliminar da NASA, publicado a 7 de outubro de 2026, expõe o resultado desse trabalho. Ao longo de cerca de sete horas em grande proximidade com a Lua, Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen fizeram observações científicas, que o relatório transforma num registo documentado.
O resultado mais surpreendente são cinco explosões de luz extremamente ténues, «pinprick». A equipa científica confirmou os avistamentos após excluir raios cósmicos e reflexos da nave. A partir do brilho dos clarões, os cientistas estimaram que as rochas que se aproximavam eram cada uma com no máximo uns dois polegadas de largura. A tripulação descreveu também possíveis clarões adicionais, mas a equipa excluiu esses eventos ambíguos do registo oficial, razão pela qual a contagem se mantém em cinco.
As observações abrangem também a superfície da Lua e a sua geometria. Do seu ponto de vista, a Lua tapou completamente o Sol durante 54 minutos, muito mais do que dura um eclipse solar na Terra. A tripulação enviou o vídeo que obteve para a Equipa de Ciência Lunar do Centro Espacial Johnson da NASA, em Houston. O mapa codificado por cores do relatório distingue azul para rochas vulcânicas ricas em titânio, castanho para rochas ricas em ferro e verde para vidro vulcânico ou regolito fundido por impacto. As imagens da câmara portátil podem ser comparadas com os dados do Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) da NASA, e é aí que a contribuição da tripulação ganha valor.
O relatório é cuidadoso nas suas afirmações. Observadores treinados, afirma, podem acrescentar informação qualitativa às fotografias e aos dados robóticos existentes, e as conclusões continuam a ser preliminares. O relatório refere também limitações que afetam a análise posterior. Só o primeiro lote compreende 996 imagens novas, 814 GB de observações e 521 minutos de áudio, pelo que o trabalho de verificação e interpretação apenas começou.
Para os cientistas lunares, o ganho é um segundo registo, feito por humanos, para pôr ao lado dos dados orbitais, com as fotografias e as notas faladas da tripulação disponíveis para comparação. Para futuras missões de astronautas, a Universe Today sugere que o mesmo tipo de observações poderá ajudar a identificar possíveis locais de recursos para mineração. Trata-se de uma possibilidade, e não está associada a qualquer data.
Fontes — ler os originais(hora de Paris)
Páginas consultadas durante a redação
Comentários
A carregar a conversa…
Inicie sessão para escrever um comentário. Iniciar sessão