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SpacemiT apresenta V100, chip RISC-V para centros de dados

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Fotografia ilustrativa: BalticServers data center
Fotografia ilustrativa: BalticServers.com · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

No palco do RISC-V China Summit, em Shenzhen, a 19 de outubro, a SpacemiT não trouxe apenas um processador. Trouxe três servidores completos construídos à volta do seu novo chip V100, e uma afirmação que pesa mais para quem constrói centros de dados do que qualquer frequência de relógio: o chip executa Linux padrão sem compilação específica. A empresa apresentou o trabalho em conjunto com a equipa do processador de código aberto XiangShan.

O problema que visa é antigo. Os chips RISC-V para sistemas embebidos precisaram normalmente de uma compilação específica do sistema operativo para cada componente, o que dificulta a sua integração numa sala de servidores, onde os operadores esperam software pronto a usar. A SpacemiT afirma que o V100 implementa cinco especificações de servidor RISC-V, tanto no silício como no firmware e no sistema operativo: RVA23, Server SoC, Server Platform, Boot and Runtime Services (BRS) e um modelo de segurança. Afirma ter passado em todos os testes BRS. A empresa indica o openEuler, o openKylin, o openRuyi, o Debian, o Ubuntu, o Fedora, o Red Hat e o Rocky Linux como sistemas que se instalam, arrancam e executam diretamente.

O silício é um híbrido de 46 núcleos. Seis núcleos provêm do XiangShan, o projeto Kunminghu V2R2, e 40 são X100 da própria SpacemiT. O chip funciona a até 2,4 GHz, controla oito canais de memória DDR5 e oferece 52 linhas PCIe 5.0, as ligações de alta velocidade que ligam um processador a aceleradores e armazenamento. Dois chips podem ser ligados de forma coerente, até 92 núcleos. O servidor de IA G5201, o modelo de topo, aloja oito placas aceleradoras de altura total e largura dupla, com rede RDMA de alta velocidade, um método para transferir dados entre máquinas com pouca sobrecarga. A SpacemiT afirma ter validado a configuração com aceleradores nacionais, incluindo o M100 da Kunlunxin.

Para os operadores de nuvem, o argumento é o isolamento. O V100 suporta a extensão de hipervisor RISC-V (H), o tratamento de interrupções AIA e uma IOMMU, que em conjunto permitem a virtualização por hardware do CPU, da memória, das interrupções e das entradas/saídas. A SpacemiT afirma que estas extensões já têm suporte nativo no Linux upstream, pelo que não é necessário um kernel específico. A empresa promove as micro-VM ligeiras como forma de isolar cargas de trabalho de agentes de IA na nuvem, com uma sobrecarga próxima da dos contentores. Trata-se de uma estimativa da própria empresa, não de uma medição independente.

O que muda, e para quem? Os parceiros que constroem as suas próprias máquinas com marca própria são os que mais ganham: a SpacemiT oferece placas-mãe para servidores, firmware, gestão BMC e designs de referência de hardware, pelo que não precisam de começar a conceção da placa do zero. A fonte não indica preço, data de entrega nem cliente identificado, e todas as especificações e alegações de conformidade vêm da própria SpacemiT. A próxima prova será um teste independente dessas alegações de conformidade e a entrega de um primeiro servidor a um centro de dados real.

92núcleos quando dois chips V100 são ligados de forma coerente (46 por chip)

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

PandailyEN
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