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Vitari da Element visa genoma a 100 dólares, diz a empresa

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Ilustração gerada para «Vitari da Element visa genoma a 100 dólares, diz a empresa»
Ilustração gerada por IA — visão artística, não documental

Na terça-feira, no bairro de Hongdae, na zona oeste de Seul, a Element Biosciences deu início ao seu roadshow global com a demonstração de uma máquina que cabe numa bancada de laboratório. A empresa, apoiada pela Samsung Electronics na qualidade de maior acionista, usou o evento Shift Your Science no Ryse Hotel para apresentar o Vitari, um sequenciador de ADN de alto débito, e para anunciar os primeiros envios do Cytos, uma plataforma para o estudo de células.

A sequenciação de ADN lê o código genético de uma amostra, letra a letra. A Element foi fundada em San Diego em 2017 para tornar essa leitura mais precisa e mais barata, e entrou no mercado em 2022 com o sistema AVITI. A Samsung aderiu à ronda de financiamento Série D da empresa em julho de 2024, altura em que a Element anunciou ter levantado mais de 277 milhões de dólares. Em junho de 2026, a Samsung investiu mais 175 milhões de dólares na ronda Série E e tornou-se a maior acionista.

O Vitari foi concebido para a sequenciação em grande escala. A Element afirma que atinge uma precisão de 99,99% e processa mais de cinco vezes a quantidade de dados por execução dos sistemas existentes, o que poderia reduzir o custo da sequenciação de um genoma humano para 100 dólares, face ao preço corrente de 200 a 800 dólares. O equipamento suporta a sequenciação do genoma completo para a investigação de doenças raras, estudos sobre o cancro e a análise de ARN de células individuais. As pré-encomendas estão abertas, com entregas previstas para começar até ao final de 2026.

O Cytos funciona de forma diferente. Permite aos investigadores medir simultaneamente várias propriedades de células individuais: a sua estrutura física, as proteínas que expressam e a sua atividade genética. Segundo a Element, a combinação destas medições pode mostrar como as células reagem a um medicamento e ajudar a explicar os mecanismos da doença, o que poderá acelerar a descoberta de fármacos. A CEO e cofundadora da Element, Molly He, afirmou que o objetivo é permitir aos cientistas observar as alterações celulares e analisá-las em conjunto, uma tarefa com a qual os métodos existentes têm tido dificuldades.

Para os laboratórios, o ganho prático seria a sequenciação num equipamento de bancada, com o custo de um genoma a aproximar-se dos 100 dólares, se os números da Element se confirmarem. Para já, esses números vêm da própria empresa. Investigadores do Samsung Medical Center, da KAIST, da Yonsei University College of Medicine e de instituições no Japão, na Austrália e na Índia estavam previstos para apresentar trabalhos em Seul. O roadshow da Element prossegue em San Diego, Munique, Boston e Estocolmo mais tarde em 2026, o que permitirá verificar se o equipamento tem o mesmo desempenho fora das demonstrações do próprio fabricante.

100 dólaresCusto-alvo da Element para sequenciar um genoma humano, contra 200 a 800 dólares atualmente

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

The Korea Herald — TechEN
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