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York Space Systems apresenta plataforma para VLEO

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A altitudes até 200 quilómetros, a missão BANE da York Space Systems demonstrou comunicações e controlo de atitude no difícil regime da órbita terrestre muito baixa. A empresa, com sede em Denver, apresentou agora a LX/V-CLASS, uma plataforma concebida para essa órbita e disponível para encomenda por clientes.

A VLEO — órbita terrestre muito baixa — situa-se a uma altitude suficientemente reduzida para que o arrasto atmosférico elimine naturalmente os detritos do ambiente envolvente. Esse mesmo arrasto constitui o desafio de engenharia: as naves espaciais que voam nessa órbita têm de manter a sua órbita e atitude de forma muito mais agressiva do que teriam de fazer em órbitas mais elevadas, onde os equipamentos inoperacionais podem permanecer durante anos. Em contrapartida, os operadores podem obter observações de maior fidelidade e um percurso de sinal mais curto até ao solo.

A York está a prolongar o seu modelo de plataforma existente, em vez de conceber uma nave espacial totalmente nova. A LX/V-CLASS é adaptada das linhas S-CLASS e LX-CLASS da empresa; os clientes acrescentam cargas úteis específicas da missão, como sensores ou equipamento de comunicações. O design partilha subsistemas, interfaces e o software de voo e de solo existente da York, e a empresa afirma que pode ser entregue no prazo de seis a sete meses após a assinatura de um contrato.

O histórico de voo é importante porque a BANE foi uma missão anterior e independente. A York afirma que validou capacidades fundamentais necessárias para operações VLEO prolongadas, incluindo comunicações, manobras e controlo de atitude acima dos 200 quilómetros. Michael Lajczok, diretor de tecnologia da York, afirmou que a LX/V-CLASS transforma essas capacidades demonstradas numa plataforma que os clientes podem encomendar. A empresa afirma que a sua expansão é apoiada por mais de 755 milhões de dólares em investimento na produção e na cadeia de fornecimento.

Concretamente, os clientes comerciais e governamentais podem utilizar uma estrutura de nave espacial pronta para missões numa órbita mais baixa, integrar as suas próprias cargas úteis e acrescentar a VLEO a ativos que já operam na órbita terrestre baixa, na órbita terrestre média, na órbita geoestacionária ou no espaço cislunar. A York opera atualmente três constelações em cinco missões simultâneas. A previsão de entrega em seis a sete meses é uma estimativa da empresa, e os resultados da BANE sustentam as capacidades subjacentes sem representar, por si só, uma missão de cliente na LX/V-CLASS.

200 quilómetrosAltitude mínima atingida na demonstração BANE da York

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Interesting EngineeringEN
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