East Anglia TWO instala 1,8 km de condutas para cabos sob o mar

Duas plataformas de perfuração, uma em terra e outra no mar, trabalharam em simultâneo na costa de Suffolk para abrir um túnel sob a linha costeira. O seu produto é um par de tubos de plástico, cada um com 1,8 km de comprimento e 800 mm de diâmetro, que mais tarde transportarão cabos de alta tensão do parque eólico East Anglia TWO, de 960 MW, até terra. A ScottishPower Renewables, empresa que constrói o parque, concluiu os trabalhos e classifica-os como uma «primeira mundial em engenharia».
O método é a perfuração horizontal direcional, ou HDD: a máquina perfura em profundidade ao longo de um trajeto planeado, pelo que a conduta nunca tem de ser instalada numa vala atravessada pela praia. A empresa afirma que isto evita escavar praias e linhas costeiras e «minimiza qualquer perturbação do ambiente e das paisagens sensíveis». Ross Ovens, diretor-geral da área offshore da empresa, descreve os trabalhos de chegada à costa como «um dos aspetos tecnicamente mais exigentes da construção de um parque eólico offshore», e esta perfuração tem três vezes o comprimento dos outros projetos de HDD da empresa em East Anglia.
A escala também pôs à prova a cadeia de fornecimento. A Pipelife Noruega afirma que o seu tubo de 1 793 m é o mais comprido que alguma vez produziu, fabricado por extrusão contínua numa só peça ininterrupta. O seu gestor de projeto, Martin Myhre, afirma que isso evita juntas soldadas, o que, segundo ele, torna a solução «mais robusta e fiável». O empreiteiro é o OCU Group, com o apoio da subsidiária Peter McCormack & Sons, e a empresa afirma que os trabalhos estão a bater recordes do Reino Unido e do mundo, uma alegação que faz por si própria.
Para o parque eólico, as condutas são o percurso que os seus cabos de exportação vão utilizar, e a energia só pode chegar a terra depois de esses cabos estarem instalados. A ScottishPower Renewables prevê os primeiros cabos no verão de 2027 e o início da exploração comercial a partir do final de 2028. O contrato apoia mais de 80 postos de trabalho durante a construção. O projeto situa-se a 33 km ao largo de Southwold e a 37 km de Lowestoft.
As datas são previsões da própria empresa, não compromissos fixos, e a etapa agora concluída ainda não produz eletricidade. O que demonstra é que a fase de chegada à costa, que a empresa descreve como uma das mais exigentes da eólica offshore, já está concluída neste projeto.
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