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Pulseiras de atividade: poucos passos podem anunciar doença cerebral

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Infografia gerada: 80% — Pulseiras de atividade: poucos passos podem anunciar doença cerebral
Ilustração gerada por IA

Durante um ano, mais de 22 000 adultos norte-americanos usaram pulseiras de atividade que registavam os seus passos. Os que se mexeram menos revelaram-se os mais expostos mais tarde: adultos que davam em média menos de 5 000 passos por dia foram diagnosticados com demência, doença de Parkinson ou AVC a quase o dobro da taxa dos que davam em média mais de 12 000. Os números vêm de um estudo apresentado na 151.ª Reunião Anual da American Neurological Association.

A equipa, liderada pelo Dr. Meet Popatbhai Kachhadia, neurologista em formação na Charles E. Schmidt College of Medicine da Florida Atlantic University, em Boca Raton (Flórida), acompanhou durante cinco anos 22 517 adultos norte-americanos com 40 anos ou mais. Os respetivos passos diários foram distribuídos em três grupos segundo a atividade mediana: baixa (4 800 passos por dia), moderada (cerca de 8 300) e elevada (cerca de 12 600). Os diagnósticos foram retirados dos registos clínicos eletrónicos. Este é provavelmente o primeiro estudo a usar um ano de dados de dispositivos vestíveis do programa All of Us dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH), que privilegia a diversidade, incluindo pessoas historicamente excluídas da investigação médica.

Ao longo de cerca de cinco anos, 343 participantes receberam um novo diagnóstico de demência, doença de Parkinson, AVC ou ataque isquémico transitório (AIT, por vezes chamado mini-AVC). A taxa subia à medida que a atividade descia: cerca de 3,8 diagnósticos por cada 1 000 pessoas acompanhadas durante um ano no grupo menos ativo, contra 2,1 no mais ativo, ou seja, cerca de 80 % mais. Os investigadores verificaram que um padrão mantido ao longo de um ano completo previa melhor quem viria a desenvolver a doença do que uma única leitura do dispositivo ou um questionário.

A ligação passa pela saúde quotidiana do organismo. O grupo menos ativo tinha um índice de massa corporal (IMC) médio de 32,1, contra 26,5 no mais ativo, e taxas mais elevadas de diabetes (5,6 % contra 2,0 %), hipertensão (13,4 % contra 9,2 %) e depressão (8,6 % contra 3,1 %). A atividade física ajuda a controlar o peso, a tensão arterial e a glicemia, todos ligados ao AVC e ao declínio cognitivo. A depressão foi o indicador isolado mais forte de doença neurológica posterior, embora os investigadores notem que pode ser ela própria um sintoma precoce de demência e de doença de Parkinson. O estudo mede uma associação, não uma causa.

Para quem já usa uma pulseira, e para os clínicos que poderiam ler os seus dados, o ganho prático é um sinal mais precoce. Kachhadia diz que uma contagem baixa mantida durante doze meses deve levar a um controlo de saúde, e não a um veredicto sobre o cérebro, e que o passo seguinte é ter em conta o tipo e a intensidade da atividade. O Dr. Marc A. Swerdloff, coautor e afiliado clínico da Florida Atlantic University, aponta um objetivo realista: as pessoas que davam em média cerca de 8 000 passos por dia tinham taxas de doença neurológica sensivelmente mais baixas do que o grupo menos ativo, em linha com as recomendações federais de cerca de 150 minutos de atividade moderada por semana. «Ninguém precisa de chegar aos 12 000», afirmou. Os investigadores não indicam qualquer calendário para uso clínico.

80 %Taxa mais elevada de novos diagnósticos neurológicos no grupo menos ativo

Fontes — ler os originais(hora de Paris)

Medical XpressEN
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